Empatia – a base das relações de sucesso

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Quem não fica encantado quando se depara com um filhote indefeso? Para a maioria dos seres humanos, os recém nascidos tem o poder de encantar, de cativar e se fazerem amados.

Quais habilidades especiais tem esse pequeno ser que entra na vida com total dependência?

O que faz com que uma frágil criatura, sem habilidade desenvolvidas tenha tanta capacidade de cativar até mesmo os semblantes mais endurecidos?

Esse poder de encantamento e presença está associada a ocitocina, o famoso hormônio do amor que recebemos no momento do nascimento. Graças à ocitocina o frágil filhote é amado de modo incondicional. O encantador bebê é acolhido, alimentado e integrado à sociedade.

Se começamos a vida banhados pelo poder de encantar, a empatia, portanto, deveria ser a base das relações.

Como seria o mundo se a ocitocina se mantivesse em abundância ao longo da vida adulta? Porém à medida que nos afastamos de nossa infância deixamos para traz o carisma natural.

Quantas vezes nos percebemos amargos, rancorosos, envolvidos em mágoas e ressentimentos?

Existe um outro que é a base das relações. É preciso que exista uma outra pessoa para que os relacionamentos interpessoais aconteçam. O problema começa quando delegamos aos outros as nossas expectativas de felicidade, a responsabilidade pelo sucesso da relação ou ainda quando depositamos em alguém, e não em nós mesmos, a causa de nossas frustrações e fracassos.

Essas situações são problemáticas, pois se o outro é a causa de nossas fraquezas e insucessos, deixamos de assumir a responsabilidade em relação à construção consciente de nossas vidas e do poder de nos relacionarmos.

Na mesma medida quando exageramos na expectativa de uma felicidade vinda de fora delegamos a outros o controle sobre a qualidade de nossos sentimentos. Se esperarmos que os outros nos façam felizes, que nos motive e reconheça em nós as qualidades que nem mesmo nós atribuímos, o ponto de princípio está equivocado.

Se assim agirmos estaremos deixando nas mãos do outro a decisão de termos um dia bom ou ruim, se viveremos bem ou mal. Ao delegarmos ao outro esse poder ficamos sujeitos a gestos, palavras e ações externas com o poder de nos magoar e conduzir nossas vidas. Se houver permissão o outro terá o poder de ferir-me emocionalmente. Mas para que isso aconteça é preciso permissão. Infelizmente essa é a base  de muitas relações de interdependência.

Quem decide por mim?

Um colunista conta uma história em que acompanhava um amigo a uma banca de jornais.

O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro.

Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo do colunista sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro.

Quando os dois amigos desciam pela rua, o colunista perguntou:

– Ele sempre te trata com tanta grosseria?

– Sim, infelizmente foi sempre assim…

– E você é sempre tão polido e amigável com ele?

– Sim, procuro ser.

– Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você?

– Porque não quero que ele decida como eu devo agir.

Qual é a qualidade de nossas relações? Qual o impacto dos relacionamentos em nossas vidas?

Um cliente, certa vez me contou uma história de quando chegou no Brasil na década de 70. Sem saber falar português encontrou um trabalho braçal. Pouco tempo depois avistou uns homens bem vestidos, que faziam parte da empresa e foi falar com eles. Tratavam-se de vendedores e meu cliente foi orientado, em primeira mão, a falar bem o idioma.

Depois de alguns meses de imersão total no aprendizado da língua portuguesa,  retomou o contato com uma dessas pessoas e conseguiu um emprego de vendedor. Foi então, que por conta própria, fez nova imersão, desta vez no produto a ser vendido. Certo de que obteria êxito, ficou muito decepcionado com os primeiros resultados. Não entendia a razão de não conseguir vender. Foi quando um desses colegas, vendedor experiente, lhe chamou para acompanhar uma venda.

Durante a visita ao cliente, ficou surpreso pela conversa passar por todos os assuntos possíveis, de esportes a política, não sem antes, com o desfrute de algumas piadas. A efetivação da venda ficou para o final e contudo foi o que tomou menos tempo. Foi quando ele percebeu a importância de se criar empatia e sintonia com as pessoas. ​

Resta apenas dizer, que esse meu cliente, se tornou um dos maiores empresários e empreendedores do Brasil.

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